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Oficinas de instrumentos de sopros ganham fôlego

 

Instrumentistas de altíssimo nível técnico e artísticos, com vasta experiência em aulas e apresentações ao redor do mundo vêem à Cuiabá para ministrar oficinas de flauta, oboé, clarinete, fagote e trompa para iniciados, de graça

 

O Projeto Ciranda – Música e Cidadania abre inscrições para Oficinas de Instrumentos de Sopro. Os interessados devem entrar em contato pelo telefone 3623-1239 até o dia 23 de março ou comparecer a sede do projeto [Rua Tenente Lira, número 531, Bairro Dom Aquino, Cuiabá – MT, próximo ao cruzamento das avenidas Miguel Sutil e General Mello]. Trata-se de um curso intensivo e gratuito, que vai além dos cursos de sopro já oferecidos pela instituição, já que as oficinas são voltadas para instrumentistas iniciados. Serão cinco oficinas divididas em quatro módulos anuais. A atividade é dedicada, prioritariamente, aos seguintes instrumentos:

 

Ponto de Cultura

 

As Oficinas de Sopros integram a programação do Projeto Ciranda como Ponto de Cultura, projeto especial do Ministério da Cultura, e tem apoio de Furnas Centrais Elétricas. O curso acontecerá em quatro módulos de seis dias cada, nos meses de março, maio, agosto e outubro. Ao todo, para cada instrumento, os estudantes terão 24 dias de aulas com professores renomados que vêm de outras capitais, como Brasília e Goiânia, para exercer os trabalhos. As pessoas que participarem das oficinas, além de estudarem com instrumentistas com alto nível técnico e artístico, terão a oportunidade de acompanhar os ensaios e os concertos da Orquestra do Estado de Mato Grosso. Os alunos de maior destaque integrarão a Orquestra Jovem, nos concertos que acontecerão em junho, outubro e dezembro. “Pensamos numa estrutura que pudesse conciliar o trabalho pedagógico com a performance, ou seja, aulas, ensaios e concertos com a OEMT e com a Orquestra Jovem”, explica o Maestro Leandro Carvalho.

 

Vagas e pré-requisito

 

Serão disponibilizadas dez vagas por instrumento, preenchidas por ordem de inscrição. Caso necessário, alguns alunos poderão ser aceitos como ouvintes. Os instrumentos menos conhecidos, como oboé e fagote, dispõe de mais vagas. “É uma oportunidade para aprender instrumentos que têm grande demanda de trabalho. O aluno que começa a dominar estes instrumentos já poderá integrar a Orquestra Jovem e em pouco tempo iniciar uma vida profissional. Em todo o Brasil, a carência por bons instrumentistas é grande”, diz o coordenador pedagógico do Projeto Ciranda, o violinista Jorge Moura. É importante lembrar que os interessados em participar deverão ter seus próprios instrumentos, considerando que os instrumentos do Ciranda já estarão de posse dos bolsistas dos cursos regulares oferecidos pelo Projeto.

 

Geração de trabalho e renda

 

O Projeto Ciranda tem como foco fazer da música uma ferramenta de inclusão social. Isso se dá através da capacitação de jovens com talentos para a música. Muitos dos que passaram pelo Projeto, hoje vivem como músicos profissionais ou continuaram seus estudos em importantes universidades e conservatórios do Brasil. As “Oficinas de Sopros” seguem este mesmo objetivo, porém ampliando a oferta para instrumentos não usuais. “Parece incrível que não dispomos em nosso Estado de músicos profissionais aptos a ensinar oboé, fagote e trompa! Quando precisamos destes instrumentistas, temos que convidar músicos de fora. Queremos reverter este quadro em dois ou três anos”, enfatiza o clarinetista e maestro da Orquestra Jovem, Murilo Alves, que coordenará os trabalhos dos professores que ministrarão as “Oficinas de Sopros”.

 

Os mestres

 

Cada professor trará consigo um monitor que o auxiliará nas aulas, ensaios e concertos, com intuito de obter um melhor rendimento dos interessados. “É importante ressaltar que faltas não serão toleradas. Quem quiser participar, deverá participar para valer, se envolvendo de corpo e alma em todas as atividades”, ressalta o maestro Leandro Carvalho. Veja a lista dos professores de cada oficina:

 

José Evangelista é professor de flauta transversal. Graduou-se bacharel em flauta pela Universidade de Brasília. Entre 1985 e 1986 participou como solista do Conjunto Barroco de Brasília, sob orientação do professor Felipe Silvestre. Atuou na Banda Sinfônica da Escola de Música de Brasília, sob regência do maestro Reinaldo Coelho, ocupando a cadeira de primeira flauta. Em 1987 foi aprovado no concurso para primeiro flautista da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre – OSPA. Desde 1989 é flautista solista da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro além de desenvolver trabalhos camerísticos do repertório erudito para flauta e piano com o pianista Daniel Tarquínio. Membro do trio “Uruá”, com o flautista Sidnei Maia e a pianista Moema Campos, desenvolve repertório concentrado na pura música instrumental brasileira.

 

José Medeiros, o Bobó, é professor de oboé. Na UFPB, concluiu o Bacharelado em Música. Foi oboé principal das Orquestras Sinfônicas da Paraíba, Recife, Theatro da Paz [Belém] e da Filarmônica Norte-Nordeste. Como professor e camerista atuou em vários Festivais como: Festival Eliazar de Carvalho [Fortaleza – CE], Festival de Inverno de Londrina – PR, Festival das Sete Artes de Palmas – PR, Festival Internacional de Música de Câmara do Pará,  I Festival de Música de Teresina, Festival Internacional de Verão de Brasília, Festival de Artes de Tunja – Colômbia. Também  lecionou oboé na Universidade Federal do Amazonas, na Universidade de Brasília [UnB] e no Conservatório Carlos Gomes de Belém do Pará. Apresentou-se como solista junto à Orquestra Sinfônica da Paraíba, Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, Sinfônica de Goiás, Camerata Antiqua de Curitiba, Camerata Eliazar de Carvalho, entre outras. Atualmente é oboé principal da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, professor de oboé do Programa de Módulos do bacharelado em Música da Universidade Estadual do Pará e integrante do Quinteto de Sopros Brasília.

 

Johnson Machado é professor de clarinete na EMAC/UFG. Realizou doutorado na The University of Kansas/EUA. Cursou o bacharelado em clarineta na UnB, na classe do Prof. Luiz Gonzaga Carneiro [Gonzaguinha]; Especialização na UFRJ e Mestrado na The University of Miami/EUA. Já se apresentou com a Sinfônica da UFRJ, Filarmônica do Espírito Santo , Camerata Capixaba, Sinfônica Jovem de Goiás, Goyazes e Sinfônica de Goiânia.

 

Radan Dimitrov Slivensky é professor de fagote. Natural da cidade de Sófia – Bulgária, chegou ao Brasil em outubro de 1996. Graduou-se “Master Degree” em Música, com especialização em fagote, na “Academia Estatal Musical de Sófia”. Especializou-se em Fagote, na Duquesne university – Pittsburgh-P.A – USA. Obteve 1º Lugar nos concursos “Golden Diana de Música de Câmara” –1984 e “Segundo Prêmio de Música de Câmara de Sófia” em 1991. Sua experiência profissional iniciou-se por meio da “Philarmônia Pioner” em Sófia aos 16 anos, com a qual participou de diversas turnês pela Europa e também Brasil. Integrou, como  1º Fagote, a “Orquestra Nacional de Ópera da Bulgária” e a “Orquestra Nacional de Rádio da Bulgária”. No Brasil, atuou na Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto como 1º Fagote, na Banda Sinfônica do Estado de São Paulo e na Orquestra Filarmônica de São Bernardo do Campo. Atualmente é integrante como 1º Fagote da Orquestra Nacional do Teatro Cláudio Santoro, em Brasília.

 

Stanislav Schulz é professor de trompa. Natural de Most, na República Tcheca, Schulz estudou no Conservatório de Teplice v Cechach e na Academia Janacek, em Brno. Atuou como primeira trompa nas orquestras da Ópera de Brno, Orquestra Fisyo e Orquestra Karlo Vy Vary. Fez turnês por vários países da Europa, como Alemanha, Áustria, França, Itália, Portugal e Suécia, entre outros. Desde 1992, vive no Brasil, onde tocou na Orquestra do Teatro da Paz, em Belém, e na Amazonas Filarmônica, em Manaus. Foi professor de trompa no Conservatório Carlos Gomes, em Belém, e na Escola de Música de Manaus. Ministrou aulas no “Festival de Música de Londrina” e no “I Festival de Inverno de Brasília”. Atualmente, é trompista solista da Orquestra do Teatro Nacional Cláudio Santoro e professor de trompa na Escola de Música de Brasília.

 

Realização

 

O Projeto Ciranda – Música e Cidadania é uma instituição sem fins lucrativos qualificada pelo Ministério da Justiça como OSCIP [Organização da Sociedade Civil de Interesse Público]. Para desenvolver suas atividades, o Projeto Ciranda conta com o apoio do Governo do Estado de Mato Grosso, através da Secretaria de Cultura e Secretaria de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social, e das empresas Furnas Centrais Elétricas, Modelo IGA, Tauro Motors/Mitsubishi, Mutum Agropecuária, Soul Propaganda e Ruhling & Associados.